quinta-feira, 1 de novembro de 2007

DIZZY GILLESPIE

Álbum duplo do trumpetista Dizzy Gillespie ("Bahiana"), gravado em Los Angeles, nos dias 19 e 20 de novembro de 1975. A presença do percussionista brasileiro Paulinho da Costa é significativa para o registro de faixas como "Carnival" (Dizzy Gillespie), "Samba" (M. Longo) e "Pelé" (Al Gafa, guitarrista do grupo). São apenas oito longos temas, desenvolvidos calmamente ao longo dos dois lp's possibilitando que além de Gillespie, também Roger Glenn (flautas e vibrafone), Al Gafa, Mike Howell (guitarra), Earl May (baixo), Mickey Rocker (bateria) e Paulinho da Costa desenvolvam toda sua criatividade, ao longo de muitas intervenções, em faixas como "Barcelona" (Gafa), "In The Land of The Living Dead" (Gafa), "" Behind The Moonbean" (Gafa) e "The Truth" (M. Longo).


BAHIANA

1. Carnival
2. Samba
3. Barcelona
4. In The Land Of The Living Dead
5. Behind The Moonbeam
6. The Truth
7. Pele
8. Olinga

domingo, 22 de julho de 2007

Mais livros famosos em formato de áudio

Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado e Edgar Allan Poe são alguns dos nomes consagrados que fazem parte dessa nova seleção de degustação de audiobooks oferecidos pelo Baixatudo em parceria com a VOolume. Ouça clássicos da literatura universal como O Príncipe, de Maquiavel, e Uma História Lamentável, de Dostoievski, confira no link

http://baixatudo.globo.com/Baixatudo/Kits/0,,DDK1560-7639-MAIS+LIVROS+FAMOSOS+EM+FORMATO+DE+AUDIO,00.html

terça-feira, 3 de julho de 2007

Sérgio Buarque e a fracassada mentalidade brasileira

Sérgio Buarque de Holanda fez uma excelente análise do caráter brasileiro.

Somos o homem cordial, e por cordial se quer dizer "do coração".

Isso implica que nossas relações são profundamente moldadas pela emoção ao invés da razão. Os laços de amizade e familiares são mais fortes em todas as nossas relações públicas que os laços INSTITUCIONAIS.

Daí a origem do estado brasileiro como uma rede de apadrinhados, como essencialmente paternalista e clientelista.

Não valorizamos o mérito, mas se o cara é "gente boa", como a tradicional figura do "malandro", que não trabalha, vive das costas dos outros, mas que todo mundo conhece e é "sangue bom". Coincidência?

Preferimos burocracias "quentes" a burocracias "frias", mas que funcionem: "conheço um cara lá dentro que resolve pra vc". Somos o país dos despachantes.

Muito bom ter burocracias "quentes"... nossas relações são amigáveis, o brasileiro é afável, e nos orgulhamos disso. No entanto, é bom quando se conhece alguém lá dentro... mas quando se é um zé-ninguém sem simpatia nem amizades... a vida é o inferno que vemos nas filas das repartições.

E não só no estado brasileiro, profissionalmente o brasileiro é amador, não cumpre prazos, não possui métodos de cobrança impessoais, é avesso à matemática, à técnica, à leitura e a padronizações de produção.

Pode-se dizer, é preguiçoso mesmo, não vê o trabalho como valor em si, como disse o sociólogo. Já ouviu falar do jeitinho brasileiro? Existe uma diferença enorme entre os países de tradição protestante e os de tradição católica baseada nessa valoração do trabalho e a visão da riqueza como mérito, e não demérito, como ocorre na mentalidade católica (antes de mais nada gostaria de dizer que sou ateu).

Claro q vão me aparecer inúmeros se ufanando dessas características, afinal, são a alma nacional... o orgulho nacional... e são elas a causa da nossa miséria.

Disso tenho algo a concluir: não se é subdesenvolvido à toa.

Acusa-se as elites, a classe política, o imperialismo, etc, etc. Acho que essas acusações também fazem parte da insistência do brasileiro em não assumir suas responsabilidades. Tudo é culpa dos outros, a “elite” nada mais é que “o outro”. Quem se poderia chamar de elite não se assume como tal, e eles mesmos são os primeiros a acusar “a elite”. “Eles” são os primeiros? Ou nós?

Ora, o problema brasileiro é exatamente não ter uma elite que se assuma como tal. O chavão “as elites” foi criado por ninguém menos que integrantes dessas elites.

O que nos falta é nos assumirmos como elite, elite no sentido de responsáveis pelos rumos do país. Enquanto considerarmos elites “os outros”, continuaremos nos lamentando da nossa sina miserável. Não preciso dizer que qualquer um com condições de utilizar um computador e participar dessa comunidade certamente faz parte da elite. Senão econômica, intelectual.

A mania de se atribuir a responsabilidade é conseqüência óbvia da mentalidade paternalista brasileira. Como disse nosso “glorioso” presidente, ele se vê como um grande “pai”. E também nós esperamos constantemente ser “salvos” por algo ou alguém, o salvador da pátria.

O atraso brasileiro está entranhado em algo muito mais profundo que esses bodes expiatórios tradicionais. Está na própria mentalidade brasileira, perpassando todas as classes, regiões, cores e idades.

O que são as elites ou a classe política senão simples produto da cultura nacional? A maldição brasileira está na tradição ibérica, personalista, assim como a dos latino-americanos em geral...


A América Latina é povoada de "salvadores da pátria", grandes "pais". Basta ver os caudilhos, o peronismo e a última piada sem graça da região, Hugo Chavez, um bufão populista...

Em nenhum lugar do mundo o populismo personalista faz ou fez sucesso como por essas plagas... porque será?

É causa ou consequência da nossa miséria?

Com certeza consequência... em outros lugares e com outras mentalidades esses bufões não teriam espaço. Mas o árduo trabalho desses "salvadores da pátria" fez com que a personalidade latino-americana se afundasse ainda mais em seus próprios erros.

Compare os países de tradição ibérico-católica e os de tradição anglo-saxã e protestante. Vai uma bela diferença...

Webber já havia mencionado a condenação da riqueza em sociedades católicas e sua exaltação como mérito e virtude em sociedades protestantes.

Veja as ex-colônias anglo-saxãs e as ibéricas e compare.

Os EUA e a Austrália eram meras colônias, assim como nós. O liberalismo que sobrou nesses países nos condenou exatamente por nunca ter passado por nossas portas, e não pelo contrário.

Antes que me acusem de "neoliberal" e outros termos ditos pejorativos por essa parte do mundo, devo dizer que não sou liberal, mas como no Brasil qualquer tentativa de racionalidade econômica é chamada de "neoliberalismo", é assim que tenho que me definir.

Os países escandinavos possuem um bem-estar social fortíssimo por exemplo, e são sempre usados como exemplo contra o liberalismo, mas...........

Caso queiramos implementar reformas estatais de maneira a alcançarmos um bem-estar social escandinavo, seremos apedrejados como hiper-mega-ultra-neo-liberais por todos os lados; tanto à esquerda quanto à direita.

A velha discussão entre esquerda e direita no Brasil parece uma comédia.

A direita nada fez além de inchar o estado para seus próprios interesses e se utilizar para seus fins econômicos particulares através do intervencionismo estatal e do gasto descontrolado. Vide governos militares e afins.

A esquerda brasileira levou tal tradição estatal brasileira ao paroxismo da ideologia. O que antes era roubalheira agora possui desculpa ideológica. Temos um estado que cobra 40% do PIB em impostos e nos devolve serviços públicos de décima categoria.

E uns acusando aos outros de liberalismo... quando ambos são faces da mesma moeda que tornou o estado brasileiro uma finalidade em si, e não seus cidadãos.

Mais uma vez, veja a diferença entre países de tradição saxã e os países de tradição ibérica... nossos males são os mesmos dos nossos vizinhos latino-americanos.

Mas, na Europa, a Espanha já aprendeu a lição, enquanto Portugal está começando a engatinhar.

Nós nem isso fizemos e ainda estamos atrasados em relação ao resto.

Até hoje esperamos um "presidente de verdade". Como se um homem, um líder, fizesse milagres.

Como se não fossem insituições sólidas, decisões baseadas na técnica e na racionalidade, estruturas estatais enxutas e eficientes, legislação curta mas coerente, judiciário funcional, leis isonômicas e não a colcha de retalhos que temos, etc, etc, etc, que fizessem de um país uma nação decente... e sim um enviado que nos guiasse por sua simpatia e boa vontade para o olímpo das nações de primeiro mundo (queria evitar as coincidências dessa caricatura que traço com a visão que se faz do nosso atual presidente, mas é difícil - ele é um dos exemplos mais perfeitos que já vi do homem cordial, e daí a identificação do brasileiro para com ele... espero que pelo menos tenhamos aprendido a lição: simpatia, cordialidade e boa vontade não bastam...).

Posto isso, a mudança em nossas instituições pode ser o caminho mais rápido a várias conquistas, mas a mudança de uma mentalidade ancestral e entranhada em todos os níveis sociais demora décadas ou mesmo séculos.

Só o investimento em educação e o fomento à cultura de alto nível podem mudar um quadro tão desolador.

Não temos um único prêmio nobel e não temos a menor previsão de ter algum pelas próximas décadas.

O brasileiro deve aprender a valorizar a excelência no lugar de seus tradicionais laços de amizade e de sangue.

Sem isso nem tão cedo saímos da mediocridade...

Sem isso seremos sempre coadjuvantes...

A culpa é de nós mesmos, e da nossa fracassada mentalidade que nos permitiu apenas construir um país que não passa de um fiasco.

Brasil tem a maior carga de burocracia

São Paulo - O Brasil é o país com a maior carga de burocracia do mundo, segundo o Relatório Internacional de Empresas, divulgado ontem pela Grant Thornton International. Com 60% dos votos, o Brasil aparece como o líder do ranking, quando o assunto é o excesso de burocracia. A pesquisa revelou que quatro entre dez empresas citaram a burocracia, comparado com só duas entre dez, ou menos, que apontaram os custos financeiros, a escassez de capital de giro ou de financiamento a longo prazo. As empresas que menos sentem o peso da burocracia são as de Cingapura (16%), Espanha (17%) e Suécia (19%). O segundo obstáculo mais votado pelas empresas pesquisadas foi a carência de mão-de-obra qualificada.

Publicado no jornal Correio do Povo em 29/06/07
URL: www.correiodopovo.com.br

Resolvendo a Febre Quebrando o Termômetro

Secretaria de Educação do Rio de Janeiro assume a esculhambação da escola pública: é o fim das reprevoções!

sábado, 26 de maio de 2007

Convoco todos a lutar para impedirmos um desastre. Imaginem um lugar
onde se pode ler gratuitamente, as obras de Machado de Assis, ou A Divina
Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos. Um
lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci..
Onde você. pudesse escutar músicas em MP3 de alta qualidade... pois
esse lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta
acessar o site: http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de literatura portuguesa são 732
obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por
desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar
reverter esta desgraça, divulgando e incentivando amigos, parentes e
conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura
e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas, por favor.
http://www.dominiopublico.gov.br

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Ferramentas



TUDO DE GRAÇA NA INTERNET

Não é mais preciso comprar CD’s e instalar programas no computador para trabalhar ou se divertir: já dá para fazer quase tudo baixando páginas da internet

OFFICE LIVE

http://www.officelive.microsoft.com

O Office Live é indicado para usuários domésticos ou pequenas empresas que querem usar programas de escritório na web. Oferece versões mais simples do Word e do Excel, além do programa Msn Messenger. É grátis e possui uma versão em protuguês.


DEL.ICIO.US

http://www.del.icio.us/

O Del.icio.us é uma das ferramentas mais inovadoras que surgiram na internet nos últimos tempos. Ele parte de uma idéia simples: permitir que os usuários armazenem seus sites favoritos diretamente na internet. O site ainda permite compartilhar os endereços preferidos da internet com os amigos. Em inglês



HIPCAL

http://www.hipcal.com

O Hipcal é uma agenda gratuita. Seus recursos são tão bons quanto os programas mais utilizados no mundo, como o Outlook e o Palm Desktop. Dá para programar alarmes de lembretes nos compromissos e ter uma lista de contatos sem limites de tamanho.

CLIPMARKS

http://www.clipmarks.com/

O Clipmarks torna possível armazenar conteúdos específicos das páginas da web. Você gostou de um parágrafo de um texto num site qualquer? Pode “clipá-lo” e guardá-lo no formato original. O mesmo pode ser feito com frases, imagens e vídeos. Grátis, em inglês


FLICKR

http://www.flickr.com/

O site, que pertence ao yahoo, funciona como um álbum de fotos virtual sem limite de capacidade. Você pode armazenar suas fotos digitais na internet, organizá-las por categorias e – o melhor- compartilha-las. Isso dispensa o email para distribuir as imagens. Uma versão em português está sendo lançada.



GOOGLE DOCS

http://www.docsgoogle.com/

É um portal que reúne vários softwares on line em português. Ele oferece, de graça, processador de textos (Docs), planilha eletrônica ( Spreadsheets ), editor de imagens (Picasa), calendário e álbum de fotos com recursos avançados. Há uma versão paga para microempresas.


segunda-feira, 14 de maio de 2007

Paulo Francis (erros de gravação)

Odiado por uns, admirado por outros, com certeza um jornalista que marcou uma época. Alguns erros de gravação editados e exibidos ao final de um programa especial sobre Paulo Francis, do GNT (um dos poucos vídeos do Francis que consegui encontrar na internet)

Papel higiênico Neve

Mais uma de rádio. Parece montagem, mas vale a pena. Descrição dos tipos de papel higiênico Neve que existem no mercado de um jeito muito engraçado.

Rádio do Interior

Existem algumas coisas que só que as rádios do interior fazem por você. Lá, elas ainda são usadas para mandar recados, cumprimentos e dar informações referentes à comunidade. A maioria dos locutores tem pouca, ou nenhuma, formação escolar, isso dar margem para uma porção de erros impressionantes.

No Trailer estão três exemplos muito engraçados:
1. Em Quixeramobim (Ceará), um sujeito chamado "Carro Velho" liga para a rádio para rasgar elogios a Carlinhos Elói e toda a sua família.
2. Locutor se atropelando em uma notícia sobre um corte de energia na região de Barbalha e Jardins.
3. Narrador de partida se empolga com a possibilidade do time "Pato Branco" ir para primeira divisão. Créiditos Astrogyldo.blogspot.com

Alexandre Garcia - Globo - 12/02/2007

Excelente Editorial de Alexandre Garcia, sobre a violência no Brasil, em especial depois do João Helio. Um minuto de silêncio e o jogo continua. Uma obra prima.

O Japonês baixo e cego que tocava violão na esquina de casa

Esse texto é de um amigo meu aqui da cidade, excelente escritor. Performance teatral do texto/roteiro do escritor Walther Moreira Santos, vencedor do Itaú Cultural na categoria Audio-Ficção edição 2004-2005

O jogo de Geri - Animação - TAVARESOM

Animaçao da Pixar que abria o vídeo de Toy Story 1, excelente trabalho, é as vezes ou quase sempre jogamos com nós mesmo...

O Museu Virtual - Do Renascimento ao Impressionismo

O Museu Virtual - Do Renascimento ao Impressionismo em telas e ritmos. Bruno Abreu.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Passo de Anjo Spok Frevo Orquestra



Dow http://rapidshare.com/files/8483054/06SPOCKFOPASSODA.rar.html


A orquestra de Spok tem história recente. Nasceu nos ensaios do bloco Na Pancada do Ganzá, de Antônio Nóbrega, em 1997: “Chegamos a ensaiar com Chico Science e Nóbrega”, conta Spok, que quando não está com a orquestra, toca com cantores da MPB, como Fagner ou Alceu Valença. Apesar de ter trabalhado com diversos músicos, somente este ano gravaram o primeiro CD, intitulado Passo de Anjo (que sai com selo da Via Som).

Passo de Anjo é um disco que deve fazer os muito puristas dar cambalhotas em seus respectivos túmulos. Spok ousa quebrar neste trabalho quase todos os axiomas que se consideravam imutáveis no frevo. A morfologia, esta permanece a básica: continuam a introdução, a passagem para a segunda parte, que é repetida antes da volta à introdução. A vestimenta é que mudou de coloração. Cada instrumento pode ser solista e improvisar dentro do tema. Os instrumentos responsáveis pelas variações tanto podem ser o sax do próprio Spok, quanto o violino de Antônio Nóbrega, ou a sanfona de Adelson Viana.

fonte: JOSÉ TELES, JC on line

100 Anos de Frevo




Dança instrumental, marcha em tempo binário e andamento rapidíssimo. Assim o ensaísta Mário de Andrade sumariza o frevo em seu Dicionário Musical Brasileiro (Editora Itatiaia, reedição, 1989). Derivado da polca marcial, inicialmente chamado "marcha nortista" ou "marcha pernambucana", o frevo dos primórdios trazia capoeiristas à frente do cortejo. Das gingas e rasteiras que eles usavam para abrir caminho teria nascido o passo, que também lembra as czardas russas. Até as sombrinhas coloridas seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas. De instrumental, o gênero ganhou letra no frevo canção e saiu do âmbito pernambucano para tomar o país. Basta dizer que O Teu Cabelo Não Nega, de 1932, considerada a composição que fixou o estilo da marchinha carnavalesca carioca, é na verdade uma adaptação do compositor Lamartine Babo do frevo Mulata, dos pernambucanos Irmãos Valença. A primeira gravação com o nome do gênero foi o Frevo Pernambucano (Luperce Miranda/ Oswaldo Santiago) lançada por Francisco Alves no final de 1930. Um ano depois, Vamo se Acabá, de Nelson Ferreira pela Orquestra Guanabara recebia a classificação de frevo. Dois anos antes, ainda com o codinome de "marcha nortista", saía do forno o pioneiro Não Puxa Maroca (Nelson Ferreira) pela orquestra Victor Brasileira comandada por Pixinguinha.

Em 1950, inspirados na energia do frevo pernambucano, a bordo de uma pequena fobica, dedilhando um cepo de madeira eletrificado, os músicos Dodô & Osmar fincavam as bases do trio elétrico baiano que se tornaria conhecido em todo o país a partir de 1979, quando Caetano Veloso documentou o fenômeno em seu Atrás do Trio Elétrico.

Invasão no carnaval
Em 1957, o frevo Evocação No. 1, de Nelson Ferreira, gravado pelo Bloco Batutas de São José (o chamado frevo de bloco) invadiria o carnaval carioca derrotando a marchinha e o samba. O lançamento era da gravadora local, Mocambo, que se destacaria no registro de inúmeros frevos e em especial a obra de seus dois maiores compositores, Nelson (Heráclito Alves) Ferreira (1902-1976) e Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa, 1904-1997).
O pernambucano Carlos Fernando, autor do explosivo Banho de Cheiro, sucesso da paraibana Elba Ramalho, organizou uma série de discos intitulada Asas da América a partir do começo dos 80. Botou uma seleção de estrelas para frevar: de Chico Buarque, Alcione, Lulu Santos e Gilberto Gil a Jackson do Pandeiro, Elba e Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e Alceu Valença. Entre os citados, Alceu, Zé e Geraldo mais o Quinteto Violado, Lenine, o armorial Antonio Nóbrega e autores como J. Michiles, mantêm no ponto de fervura o frevo pernambucano. Mesmo competindo com os decibéis – e o poder de sedução – do congênere baiano.

fonte : A acelerada marcha pernambucana que pôs o Brasil para pular
Tárik de Souza