| |||
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Simplesmente Blues
domingo, 22 de julho de 2007
Mais livros famosos em formato de áudio
Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado e Edgar Allan Poe são alguns dos nomes consagrados que fazem parte dessa nova seleção de degustação de audiobooks oferecidos pelo Baixatudo em parceria com a VOolume. Ouça clássicos da literatura universal como O Príncipe, de Maquiavel, e Uma História Lamentável, de Dostoievski, confira no link
http://baixatudo.globo.com/Baixatudo/Kits/0,,DDK1560-7639-MAIS+LIVROS+FAMOSOS+EM+FORMATO+DE+AUDIO,00.html
terça-feira, 3 de julho de 2007
Sérgio Buarque e a fracassada mentalidade brasileira
Sérgio Buarque de Holanda fez uma excelente análise do caráter brasileiro.
Claro q vão me aparecer inúmeros se ufanando dessas características, afinal, são a alma nacional... o orgulho nacional... e são elas a causa da nossa miséria.
A culpa é de nós mesmos, e da nossa fracassada mentalidade que nos permitiu apenas construir um país que não passa de um fiasco.
Somos o homem cordial, e por cordial se quer dizer "do coração".
Isso implica que nossas relações são profundamente moldadas pela emoção ao invés da razão. Os laços de amizade e familiares são mais fortes em todas as nossas relações públicas que os laços INSTITUCIONAIS.
Daí a origem do estado brasileiro como uma rede de apadrinhados, como essencialmente paternalista e clientelista.
Não valorizamos o mérito, mas se o cara é "gente boa", como a tradicional figura do "malandro", que não trabalha, vive das costas dos outros, mas que todo mundo conhece e é "sangue bom". Coincidência?
Preferimos burocracias "quentes" a burocracias "frias", mas que funcionem: "conheço um cara lá dentro que resolve pra vc". Somos o país dos despachantes.
Muito bom ter burocracias "quentes"... nossas relações são amigáveis, o brasileiro é afável, e nos orgulhamos disso. No entanto, é bom quando se conhece alguém lá dentro... mas quando se é um zé-ninguém sem simpatia nem amizades... a vida é o inferno que vemos nas filas das repartições.
E não só no estado brasileiro, profissionalmente o brasileiro é amador, não cumpre prazos, não possui métodos de cobrança impessoais, é avesso à matemática, à técnica, à leitura e a padronizações de produção.
Pode-se dizer, é preguiçoso mesmo, não vê o trabalho como valor em si, como disse o sociólogo. Já ouviu falar do jeitinho brasileiro? Existe uma diferença enorme entre os países de tradição protestante e os de tradição católica baseada nessa valoração do trabalho e a visão da riqueza como mérito, e não demérito, como ocorre na mentalidade católica (antes de mais nada gostaria de dizer que sou ateu).
Claro q vão me aparecer inúmeros se ufanando dessas características, afinal, são a alma nacional... o orgulho nacional... e são elas a causa da nossa miséria.
Acusa-se as elites, a classe política, o imperialismo, etc, etc. Acho que essas acusações também fazem parte da insistência do brasileiro em não assumir suas responsabilidades. Tudo é culpa dos outros, a “elite” nada mais é que “o outro”. Quem se poderia chamar de elite não se assume como tal, e eles mesmos são os primeiros a acusar “a elite”. “Eles” são os primeiros? Ou nós? Ora, o problema brasileiro é exatamente não ter uma elite que se assuma como tal. O chavão “as elites” foi criado por ninguém menos que integrantes dessas elites. O que nos falta é nos assumirmos como elite, elite no sentido de responsáveis pelos rumos do país. Enquanto considerarmos elites “os outros”, continuaremos nos lamentando da nossa sina miserável. Não preciso dizer que qualquer um com condições de utilizar um computador e participar dessa comunidade certamente faz parte da elite. Senão econômica, intelectual. A mania de se atribuir a responsabilidade é conseqüência óbvia da mentalidade paternalista brasileira. Como disse nosso “glorioso” presidente, ele se vê como um grande “pai”. E também nós esperamos constantemente ser “salvos” por algo ou alguém, o salvador da pátria. O atraso brasileiro está entranhado em algo muito mais profundo que esses bodes expiatórios tradicionais. Está na própria mentalidade brasileira, perpassando todas as classes, regiões, cores e idades. O que são as elites ou a classe política senão simples produto da cultura nacional? A maldição brasileira está na tradição ibérica, personalista, assim como a dos latino-americanos em geral... |
Em nenhum lugar do mundo o populismo personalista faz ou fez sucesso como por essas plagas... porque será? É causa ou consequência da nossa miséria? Com certeza consequência... em outros lugares e com outras mentalidades esses bufões não teriam espaço. Mas o árduo trabalho desses "salvadores da pátria" fez com que a personalidade latino-americana se afundasse ainda mais em seus próprios erros. Compare os países de tradição ibérico-católica e os de tradição anglo-saxã e protestante. Vai uma bela diferença... Webber já havia mencionado a condenação da riqueza em sociedades católicas e sua exaltação como mérito e virtude em sociedades protestantes. Veja as ex-colônias anglo-saxãs e as ibéricas e compare. Os EUA e a Austrália eram meras colônias, assim como nós. O liberalismo que sobrou nesses países nos condenou exatamente por nunca ter passado por nossas portas, e não pelo contrário. Antes que me acusem de "neoliberal" e outros termos ditos pejorativos por essa parte do mundo, devo dizer que não sou liberal, mas como no Brasil qualquer tentativa de racionalidade econômica é chamada de "neoliberalismo", é assim que tenho que me definir. Os países escandinavos possuem um bem-estar social fortíssimo por exemplo, e são sempre usados como exemplo contra o liberalismo, mas........... Caso queiramos implementar reformas estatais de maneira a alcançarmos um bem-estar social escandinavo, seremos apedrejados como hiper-mega-ultra-neo-liberais por todos os lados; tanto à esquerda quanto à direita. |
A direita nada fez além de inchar o estado para seus próprios interesses e se utilizar para seus fins econômicos particulares através do intervencionismo estatal e do gasto descontrolado. Vide governos militares e afins. A esquerda brasileira levou tal tradição estatal brasileira ao paroxismo da ideologia. O que antes era roubalheira agora possui desculpa ideológica. Temos um estado que cobra 40% do PIB em impostos e nos devolve serviços públicos de décima categoria. E uns acusando aos outros de liberalismo... quando ambos são faces da mesma moeda que tornou o estado brasileiro uma finalidade em si, e não seus cidadãos. Mais uma vez, veja a diferença entre países de tradição saxã e os países de tradição ibérica... nossos males são os mesmos dos nossos vizinhos latino-americanos. Mas, na Europa, a Espanha já aprendeu a lição, enquanto Portugal está começando a engatinhar. Nós nem isso fizemos e ainda estamos atrasados em relação ao resto. |
Até hoje esperamos um "presidente de verdade". Como se um homem, um líder, fizesse milagres.
Como se não fossem insituições sólidas, decisões baseadas na técnica e na racionalidade, estruturas estatais enxutas e eficientes, legislação curta mas coerente, judiciário funcional, leis isonômicas e não a colcha de retalhos que temos, etc, etc, etc, que fizessem de um país uma nação decente... e sim um enviado que nos guiasse por sua simpatia e boa vontade para o olímpo das nações de primeiro mundo (queria evitar as coincidências dessa caricatura que traço com a visão que se faz do nosso atual presidente, mas é difícil - ele é um dos exemplos mais perfeitos que já vi do homem cordial, e daí a identificação do brasileiro para com ele... espero que pelo menos tenhamos aprendido a lição: simpatia, cordialidade e boa vontade não bastam...).
Posto isso, a mudança em nossas instituições pode ser o caminho mais rápido a várias conquistas, mas a mudança de uma mentalidade ancestral e entranhada em todos os níveis sociais demora décadas ou mesmo séculos.
Só o investimento em educação e o fomento à cultura de alto nível podem mudar um quadro tão desolador.
Não temos um único prêmio nobel e não temos a menor previsão de ter algum pelas próximas décadas.
O brasileiro deve aprender a valorizar a excelência no lugar de seus tradicionais laços de amizade e de sangue.
Sem isso nem tão cedo saímos da mediocridade...
Sem isso seremos sempre coadjuvantes...
A culpa é de nós mesmos, e da nossa fracassada mentalidade que nos permitiu apenas construir um país que não passa de um fiasco.
Brasil tem a maior carga de burocracia
São Paulo - O Brasil é o país com a maior carga de burocracia do mundo, segundo o Relatório Internacional de Empresas, divulgado ontem pela Grant Thornton International. Com 60% dos votos, o Brasil aparece como o líder do ranking, quando o assunto é o excesso de burocracia. A pesquisa revelou que quatro entre dez empresas citaram a burocracia, comparado com só duas entre dez, ou menos, que apontaram os custos financeiros, a escassez de capital de giro ou de financiamento a longo prazo. As empresas que menos sentem o peso da burocracia são as de Cingapura (16%), Espanha (17%) e Suécia (19%). O segundo obstáculo mais votado pelas empresas pesquisadas foi a carência de mão-de-obra qualificada.
Publicado no jornal Correio do Povo em 29/06/07
URL: www.correiodopovo.com.br
Publicado no jornal Correio do Povo em 29/06/07
URL: www.correiodopovo.com.br
Resolvendo a Febre Quebrando o Termômetro
Secretaria de Educação do Rio de Janeiro assume a esculhambação da escola pública: é o fim das reprevoções!
Assinar:
Postagens (Atom)